sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Cobra-De-Àgua-De-Colar

Origem.

A cobra-de-água-de-colar (Natrix natrix) é uma cobra-de-água presente em quase toda a Europa, parte da Ásia e Norte de África. Uma cobra-de-água-de-colar adulta pode atingir 1.20cm de comprimento. Alimenta-se de anfibios especialmente de rás e sapos.As fêmeas são maiores que os machos.


Habitat.

A cobra-de-àgua-de-colar habita em lugares humidos como o rio.

Cobra-De-Àgua-Viperina

Origem.

Cobra de tamanho mediano, com cabeça bem diferenciada do resto do corpo, e o focinho curto e arredondado. Corpo cilíndrico, coberto dorsalmente por escamas carenadas. Padrão de coloração dorsal muito variável, podendo apresentar uma cor de fundo acastanhada, amarelada, esverdeada ou acinzentada. Sobre este fundo possui uma série de manchas acastanhadas ou negras, que alternam na região médio-dorsal, formando um zigue-zague ou uma série de bandas transversais. Na cabeça, destacam-se uma ou duas manchas escuras em forma de V invertido. Ventre de cor esbranquiçada, amarelada ou avermelada, com manchas negras quadrangulares.


Habitat.

Encontra-se associada a habitats aquáticos, ocorrendo principalmente junto de lagos, charcos, represas, pântanos, barragens e cursos de água.
Comportamentos: Activa tanto de dia como de noite, evita o excesso de insolação permanecendo dentro de água ou entre a vegetação das margens. Por norma, a actividade desta cobra é interrompida nos meses mais frios. A sua actividade pode desenvolver-se tanto em meio terrestre como em meio aquático, sendo esta uma espécie mais aquática, o que a torna menos ágil e veloz em terra. Trepa com relativamente facilidade por arbustos e rochas. Pode frequentemente ser avistada a aquecer-se sobre pedras nas proximidades da água ou semi-submersas.


Reprodução.

Existem normalmente duas épocas de reprodução nesta espécie, uma na Primavera e outra no Outono. No entanto, geralmente não se verifica qualquer postura neste último período pelo que os ovos resultantes da fecundação outonal são postos apenas na Primavera seguinte. O número de ovos é bastante variável, podendo ir desde 4 até 32. São depositados normalmente nas proximidades da água, sob pedras, entre as raízes de arbustos ou entre restos vegetais em decomposição que, ao fermentarem, produzem o calor necessário à incubação. Por vezes várias fêmeas elegem o mesmo local para realizarem a postura, pelo que, transcorrido o período de incubação, se produzem nascimentos massivos. Após o nascimento, os juvenis recém eclodidos procuram imediatamente a água.


Dieta.

A sua dieta é constituída por larvas e adultos de todo o tipo de anfíbios, bem como por um grande número de peixes pequenos, tanto de água doce como salobra. Esporadicamente captura alguns micromamíferos e répteis. Sem qualquer tipo de veneno, engole as presas de uma assentada, morrendo estas por asfixia, já no interior do estômago.

Corça

Origem.

A corça ou corço, ou ainda cabra-montês (Capreolus capreolus), é um mamífero artiodáctilo da família dos cervídeos que ocorre na Europa, Ásia Menor e na região ao redor do Mar Cáspio.


Características.

A corça é o menor cervídeo europeu, variando de 95 a 135 cm de altura e pesando entre 18 e 29 kg. A pelagem varia de cor e comprimento, sendo curta e avermelhada no Verão, longa e marrom-acinzentada no Inverno.
As galhadas, presentes só nos machos, são curtas e pontiagudas. São usadas na disputa por fêmeas durante a época de reprodução, no Verão. No Outono, as galhadas caem para crescerem novamente na Primavera.
A média de vida de uma corça selvagem é de oito anos, podendo chegar aos 14 anos.


Dieta.

A corça se alimenta de folhas, brotos, cascas de árvores e também de plantas cultivadas.


Reprodução.

A temporada de reprodução da corça é no alto verão, quando os machos se tornam territoriais. O cio das fêmeas ocorre mais cedo do que os demais cervídeos graças a uma adaptação evolutiva. O embrião da corça passa por um processo chamado de implante atrasado, que permite o filhote nascer durante a primavera. A gestação é de em torno 300 dias, ao fim dos quais nascem um, ou raramente, dois filhotes.
Os filhotes nascem com marcas brancas características sobre os flancos, que desaparecem passados cerca de dois meses. Após este período, o filhote é desmamado, permanecendo com a mãe até o nascimento da próxima ninhada.


Hábitos.

A corça é normalmente um animal de hábitos solitários, preferindo realizar suas atividades durante o nascer e o pôr-do-sol.


Distribuição geográfica.

Na Europa, a corça se distribui por quase todos os países, estando ausente da Irlanda, Islândia, Córsega, Sardenha e norte da Escandinávia. A oriente, a corça alcança o oeste da Rússia, Ásia Menor até o Mar Cáspio, incluindo o norte da Síria, Iraque e Irão. Devido a sua adaptabilidade, a corça sobrevive bem em ambientes alterados pelo homem, sendo o cervídeo mais comum da Europa.
Em Portugal, a corça ocorre principalmente no norte e ao longo da fronteira com a Espanha. Áreas protegidas com populações de corças são o Parque Nacional da Peneda-Gerês, Parque Natural de Montesinho, Parque Natural do Alvão e o Parque Natural do Douro Internacional. Recentemente se registrou seu retorno à Reserva Natural Serra da Malcata.


Mitologia.

A corça é consagrada à deusa Ártemis (Diana).
Capturar uma corça com pés de bronze, que nunca se cansava, foi um dos doze trabalhos de Héracles.

Veado-Vermelho

Origem.

O veado-vermelho (Cervus elaphus) é uma espécie de veado de grande porte do hemisfério norte, distribuído pela Europa, Ásia e Norte da África. A espécie foi também introduzida em várias regiões do mundo.


Características.

O veado-vermelho é um mamífero artiodáctilo ruminante da família Cervidae. É um animal de grande porte, sendo o maior cervídeo depois do alce. Os machos chegam a uma altura no garrote de 1,2 metro e 2,4 metros de comprimento. O peso varia com a região, sendo que mais ao norte os animais tendem a ser maiores: os machos podem pesar até 350 kg na Europa Central, mas na Península Ibérica não passam dos 250 kg e as fêmeas 150 kg. São mamíferos ungulados; cada pata se apóia sobre dois dedos que terminam em cascos.

Fêmeas e macho de veado-vermelho.
A pelagem do veado-vermelho muda com a estação do ano, variando de castanho-avermelhado no verão a castanho-escuro no inverno. Os filhotes apresentam manchas brancas no dorso que os ajudam a camuflar-se em seu ambiente.
O veado-vermelho tem um marcado dimorfismo sexual. Os machos são mais pesados e têm o pescoço muito robusto comparado às fêmeas. Em regiões como o norte da Europa os machos desenvolvem uma área de pêlo espesso ao redor do pescoço no outono, formando uma juba.


Galhadas.

O aspecto mais chamativo de diferenciação entre machos e fêmeas é a presença nos machos das galhadas (hastes). Trata-se de estruturas ósseas ramificadas que crescem todos os anos no alto da cabeça dos machos, caindo após a época da reprodução. A galhada cresce envolvida em uma fina capa de pele rica em vasos sanguíneos, que seca quando a galhada atinge seu tamanho máximo no ano.
Em cada macho, a galhada cresce mais e ganha mais ramificações a cada ano, de maneira que os machos mais velhos têm galhadas mais exuberantes. A função destas estructuras está ligada à competição pelas fêmeas durante a época da reprodução, quando machos rivais medem forças empurrando-se com as galhadas.


Habitat.

Em sua ampla área de distribuição, o veado-vermelho ocupa vários habitats diferentes, variando da floresta temperada, matagais de arbustos e áreas abertas, onde os animais encontram as ervas que necessitam para comer.


Alimentação.

O veado-vermelho come uma grande variedade de matéria vegetal. As fontes de alimentos destes animais incluem ervas, folhas, brotos de árvores e arbustos, frutos e cogumelos. No outono e inverno europeu consomem muitas bolotas de carvalhos e árvores similares.


Comportamento social e reprodução.

Como muitos cervídeos, o veado-vermelho é uma espécie social. Durante a maior parte do ano, machos e fêmeas andam em grupos separados por sexo. Na época do acasalamento, entre setembro e novembro, os machos adultos formam haréns com até 20 fêmeas. Nessa época os machos competem pelas fêmeas, medindo visualmente suas forças pela forma e tamanho das galhadas. Os machos também emitem altos bramidos que atraem as fêmeas e servem para intimidar os rivais - o que faz com que a época de reprodução seja conhecida por brama.
Se as intimidações visuais e sonoras falham, os machos lutam com as galhadas, empurrando-se até que o mais fraco fuja. Em geral os machos não se machucam nessas lutas, mas as galhadas às vezes causam graves feridas entre os competidores.
Os filhotes nascem após uma gestação de 240 a 262 dias, entre os meses de maio e junho. As fêmeas têm em geral uma cria, às vezes duas. Ao nascer, as crias pesam cerca de 16 kg e passam a acompanhar a manada após duas semanas. O desmame ocorre aos dois meses, e a independência da mãe após um ano de vida, quando nascem as próximas crias.
O veado-vermelho pode viver 20 anos em cativeiro e até 13 anos em estado selvagem.


Distribuição geográfica e sub-espécies.

As distintas sub-espécies de veado-vermelho se distribuem por quase toda a Europa Ocidental, Europa Oriental, Norte da África (Marrocos, Tunísia e Argélia), Ásia Menor, sul da Sibéria e Ásia Central, alcançando parte da Índia (Caxemira) e China.
Há uma espécie de veado do noroeste da Ásia e América do Norte (Canadá e Estados Unidos) - o uapiti - que às vezes é considerada uma sub-espécie do veado-vermelho, Cervus elaphus canadensis. Estudos genéticos recentes, porém, sugerem que se trata de uma espécie separada, Cervus canadensis.
Na Europa, o veado-vermelho desapareceu de vastas áreas devido à caça e à desflorestação, mas a espécie têm recolonizado seus antigos habitats ao longo do século XX. Actualmente as maiores populações de veados-vermelhos na Europa Ocidental se encontram nas terras altas (highlands) da Escócia.
Em Portugal o veado-vermelho foi quase extinto no século XX, mas seus números tem aumentado. Actualmente a espécie ocorre em áreas ao longo da fronteira com a Espanha, estando representada nas áreas protegidas do Parque Nacional de Peneda Gerês, Parque Natural da Serra de São Mamede, Parque Natural de Montesinho e Parque Natural do Tejo Internacional. Apesar de ainda ser relativamente raro, é considerada uma espécie em expansão. No Montesinho é uma importante presa natural do lobo-ibérico.

O veado-vermelho foi também introduzido em outras áreas do país como a Tapada Nacional de Mafra e a Tapada Nacional de Vila Viçosa. Na década de 1990 foi re-introduzido na Serra da Lousã, no centro de Portugal.


Introdução como espécie exótica.

Devido ao seu valor como espécie cinegética, o veado-vermelho foi introduzido em vários países como Argentina, Chile, Austrália e Nova Zelândia. Na América do Sul considera-se que o veado-vermelho tem um efeito negativo para a ecologia local, competindo com espécies de herbívoros nativos e alterando a flora.


Ameaças.

Globalmente considerado pouco preocupante, algumas sub-espécies são consideradas vulneráveis, como a C. elaphus barbarus do Norte da África e a C. elaphus corsicanus da Córsega e Sardenha.
Um grave problema na Grã-Bretanha e Irlanda é o cruzamento do veado-vermelho autóctone com um cervídeo asiático introduzido, o veado-de-sica (Cervus nipal). Acredita-se que em pouco tempo todas as populações das ilhas britânicas poderão ser híbridos entre o veado-vermelho e o veado-de-sica.

Sardão

Origem.

O Sardão (Lacerta lepida) é um lagarto da familia Lacertidae. É conhecido por conseguir viver 25 anos em cativeiro, quando confrontado abre a boca e sibila, conseguindo mesmo saltar para o inimigo. Os machos são territoriais na Primavera. A hibernação ocorre entre Outubro e Abril. O Homem tem sido o maior inimigo e o motivo principal pelo declínio desta espécie. Sofrem uma enorme taxa de mortalidade por atropelamento, já que estes lagartos utilizam muitas vezes as estradas por terem uma boa exposição solar e se aquecerem. Em Portugal não está ameaçado.

Dimensões.

O Sardão é um dos maiores membros da sua família, tem entre 30 a 60cm, podendo mesmo chegar aos 90cm, sendo que dois terços do seu tamanho corresponde á sua cauda. As crias recém-nascidas têm entre 4 a 5cm, excluindo a cauda.


Habitat.

O Sardão pode ser encontrado em habitats não cultivados e cultivados, desde o nível de água do mar até aos 2100m de altitude no sul Espanha. Prefere áreas secas com arbustos, velhos olivais e vinhais de uva, muitas vezes também é encontrado em sítios rochosos e zonas de muita areia. Normalmente caminha pelo solo, mas é um excelente trepador de rochas e árvores. Normalmente escondido em arbustos (ás vezes espinhosos), rochas, muros secos, tocas de coelho ou mesmo buracos que ele próprio escava.


Discrição.

Corpo:

O Sardão é um lagarto robusto com um colar serrado. Os machos têm uma cabeça robusta muito característica. Têm patas finas mas muito fortes, com garras longas e curvas.

Cores:

O dorso é normalmente verde, por vezes cinzento com tons de castanho, especialmente na cabeça e na cauda. Por baixo tendem a ser em tons de amarelo ou verde. O macho tem muitos pontos azuis nos flancos, muito menos ou nenhuns nas fêmeas. O macho é mais claro que a fêmea. Os novos são verdes, cinzentos, ou castanhos com tons de amarelo ou branco, com muitas pintas pretos por todo o corpo.

Dieta:

Normalmente alimenta-se de insectos, especialmente escaravelhos, também assalta ninhos de aves e ocasionalmente ataca repteis, sapos e alguns pequenos mamíferos. Também se alimenta de fruta e outras plantas especialmente em zonas mais secas.


Reprodução.

O Sardão procria no fim da Primavera, inicio do Verão. Os machos combatem entre sim durante esta época. As fêmeas conseguem colocar entre 5 a 22 ovos em Junho-Julho, escondendo-os debaixo de pedras, troncos ou debaixo de folhas secas. Os ovos eclodem passadas 8 a 14 semanas e as crias ficam sexualmente activas em 2 anos.


Distribuição Geográfica.

O Sardão encontra-se em Espanha, Portugal e no sul de França e no norte de Itália. Encontram-se as seguintes subespécies:
Timon lepidus ibericus – Na Península Ibérica
Timon lepidus lepidus
Timon lepidus nevadensis – Sul de Espanha
Timon lepidus oteroi

Largato-de-Àgua

Origem.

O Lagarto-de-água é um lagarto da família Lacertidae. É endémica da Península Ibérica. O seu habitat natural inclui florestas temperadas, vegetação arbustiva do tipo Mediterrânico, rios e pastagens. Está actualmente ameaçada por perda de habitat.


Alimentação.

Alimenta-se principalmente de formigas, moscas e outros insectos.

Rato-De-Cabrera

Origem.

O rato-de-cabrera (Microtus cabrerae) é uma espécie de roedor da família Cricetidae.
Pode ser encontrado na Península Ibérica. Vive preferencialmente em prados e em bosques.


Alimentação.

O rato-de-cabrera come principalmente pequenas ervas e sementes como as bolotas.